Meus caros, o que é hoje em dia o movimento marxista ou woke senão uma coletivização da dor? Uma espécie de grupo de autoajuda e de partilha de angústias entre aqueles que não se ajustam à sociedade e escolhem o conforto da companhia de quem com eles conspira pela salvação de um mundo que não precisa de ser salvo. Essa salvação faz-se, claro, pela destruição pura, sem sequer uma visão teórica e muito menos realista, que sirva como alternativa.
Na verdade, quem precisa de ser salvo são todos estes jovens e menos jovens "ativistas", um mosaico etário de indivíduos frustrados, perdidos, inadaptados, desajustados e disfuncionais, com graves falhas na sua sociabilizarão, educação, formação de valores e saúde mental. Serão vitimas? Sim, são, mas da insipiência da sua autopercepção e da distorção da sua mundivisão. Provavelmente resultando de pais dissociados, medrosos, não confrontacionais e confiantes no sector educativo do estado para lhes injetar milagrosamente as importantes vitaminas formativas que lhes faltaram em casa.
Portanto, a "revolução" dos tempos modernos resume-se a ser do contra só porque sim e fazer birra, promovendo irracionalmente a tal revolução dos mal-paridos.
Isto envolve ver apenas o lado negativo das coisas, rejeitando os factos objetivos e embarcando em narrativas fantasiosas propagadas nas redes sociais, é opor-se aquilo que é normal diabolizando tudo o que não têm, querem ou não são capazes de ter/fazer, é apoiar causas ditas "fraturantes", que validam as inconsistências intelectuais, éticas e sociais dos seres que as defendem. É assumir um papel de vítima reativa perante um "lobo mau" perverso e sanguinário que os quer aniquilar e condenar a uma vida de infeliz escravatura proletária. É pôr em causa a ciência, o contraditório, não ler nas entrelinhas, não ver as ‘nuances’ e subtilezas, não perceber que o mundo, ao contrário da sexualidade à nascença, não é binário, é profusamente policromático e complexo.
O bizarro é que este coletivismo cega naturalmente as pessoas relativamente ao seu poder e liberdade individuais, pois que, destruir é muito mais fácil que construir, acusar é muito mais fácil que concordar, exigir é muito mais fácil que trabalhar. Falam dos outros com um distanciamento assombroso, não entendendo que esses outros somos nós e nós somos esses outros. Com isto, revelam uma alienação social dissociativa preocupante que permite apoiar terroristas, negar a ciência e desejar arduamente um mundo felpudo, de esquinas acolchoadas, que não tem dureza, não aleija, não faz dói-dói, um mundo imbuído de uma censura e repressão balsâmicas.
Infelizmente o mundo nunca foi nem poderá ser fofinho. A sociedade faz-se de pessoas e as pessoas não são fofinhas, o mundo é e será sempre duro, a vida é e será sempre difícil em muitos aspetos. As pessoas são e serão sempre diferentes, haverá sempre desigualdade, quer seja por incapacidade, crueldade ou vontade própria. Pensar que se muda isto para melhor com guincharia, barramento de estradas, pichagens, espalhando mentiras, negando a história e a ciência, promovendo o terrorismo, o racismo, um neofascismo invertido e outras coisas tão más ou piores é sintoma de ser um indivíduo facilmente manipulável, ingénuo e utópico.
Acreditar que a revolução dos mal-paridos resolverá os problemas do mundo é apenas a imbecilidade levada ao extremo.



